


Meu
Grito!
Gritei,
clamei, supliquei a vida
perdida, em quatro paredes,
acompanhada que estava
com meus suaves colegas
semi- loucos...
Presa,
qual animal perdido ,
dentro de minha alma,
dentro da prisão que me encontrava
desesperei...
Parti,
voltei,gritei
clamei aos céus, chorei,
mas chorei muito:
"Quero a cura
desta insanidade
não poética,
vivida, verdadeira
em quatro paredes presa"...
Voltei,
roguei, clamei
foi minha experiência mais cruel
de vida...
E, no meu último grito
o encontrei
estava a minha frente:
era Jesus
e me curei!
Eda
Carneiro da Rocha


