Livre
Arbítrio
Quando
em
minha
hora
da
solidão
busco
seus
braços
Encontro
no
desencontro
de
meus
dias
seus
pés
em
outros
caminhos
Procuro
enxergar
em
seu
olhar
o
brilho
que
se
afasta
Deixo
que
a
lágrima
se
faça
trazendo
a
angústia
Sinto
do
frio
de
meu
quarto
seu
espaço
vazio
Quando
em
minha
hora
do
cio
encontro
outros
braços
Busco
o
encontro
com
você
dançando
sem
ritmo
Afasto
do
olhar
sem
enxergar
do
outro
seus
olhos
Trago
preso
em
meu
peito
a
lágrima
estéril
Sinto
da
companhia
o
calor
de
um
falso
carinho
Quando
em
minha
hora
da
mentira
sinto
sua
falta
Faço
da
lembrança
de
sua
partida
o
jogo
do
azar
Risco
no
chão
do
quarto
a
marca
do
cigarro
apagado
Quebro
no
copo
cheio
da
esperança
a
volta
prometida
Descarrego
na
porta
os
pés
abraçando
os
joelhos
Quando
em
minha
hora
da
verdade
encontro
minha
escolha
Ando
o
tempo
a
ocupar
com
as
mãos
cheias
de
saudade
Seguro
com
os
pés
o
correr
sem
conhecer
do
caminho
à
volta
Faço
da
realidade
o
arbítrio
de
estar
em
paz
sem
você
Escondo
no
espelho
meu
olhar
refletindo
sua
ausência.
Renato
Alberto
Moore
"Ramoore"