Tomei-te em minhas mãos,
e com um buril , tentei burilar tua alma.
Queria apenas sentí-la pertinho,
e formatá-la suavemente,
com este estranho instrumento,
para fazer um molde só nosso!..

Alma querida, tão perto da minha,
que senti o aflorar da tua pele,
mesmo com um buril nas mãos!..

Far-te-ia belo, delicado, amoroso,
amante e... meu!..
Traços leves, braços , sabendo abraçar,
boca, suave, gostosa e quente...para
me beijar longamente!..
Um beijo doce, eterno, construído,
como uma figura helênica em que
te moldaria, nos mais finos traços.

Peguei o meu buril e comecei a te esculpir,
na memória da minha vida,
num eterno abraço,
num eterno beijo, com este buril,
cheio de amor, para te dar vida e calor!..

Eda Carneiro da Rocha


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